Bandeira & Hino

Hasteada em órgãos públicos, escolas, secretarias do governo e em eventos militares e esportivos, a atual bandeira de Alagoas foi idealizada através de estudos do professor Théo Brandão e desenhada pelo artista gráfico Hércules Mendes, vindo a ser instituída pela Lei nº 2.628 de 23 de setembro de 1963.

Ela não apenas representa o estado como unidade federativa, como também lembra sua formação política, histórica e geográfica.

No Diário Oficial do Estado de 23 de setembro de 1963, as cores vermelha, branca e azul, que formam o retângulo externo, são descritas como coragem, sangue ilustre, esperança e fidelidade.

Comentário do Portal do Bicentenário

A mudança radical realizada por Théo Brandão na iconografia oficial alagoana, criando novos brasão e bandeira, nitidamente teve outras inspirações além das justificativas formais. Profundo estudioso da cultura popular, Theotônio Vilela Brandão (1907-1981), médico e intelectual, também especialista em Heráldica, fez refletir na bandeira a dicotomia cromática que marcava Alagoas, com muita força, em seu tempo.


Era o tempo das grandes disputas entre os cordões encarnado e azul não só no Pastoril, mas também na Cavalhada, assim como na rivalidade entre os dois principais clubes de futebol, CSA e CRB.
A bandeira anterior de Alagoas deixava de fora o cordão azul, o CSA e os Pares de França no lado azul da Cavalhada. A nova flâmula os incorporou.


Por sua vez o brasão passou a representar uma visão mais ideologizada das raízes alagoanas, aprofundando-as para bem antes de 1817, alcançando especialmente o período holandês dos anos 1600, através das três tainhas (símbolo da Comarca - holandesa - de Alagoa do Sul), dos morros de Porto Calvo (onde Calabar se distinguiu e combateu a orientação emanada de Recife/Olinda) e do Forte Maurício (erguido pelos batavos em Penedo). É essa alagoanidade ancestral, rebelde e diferenciada trazida por Théo Brandão para representar o Estado.