19/12/2017 21h14 | Por: Natália Souza

As letras alagoanas ganharam uma "casa" em 1919

A Academia Alagoana de Letras tem por finalidade estimular a produção dos escritores locais e promover even-tos literários.

Texto de: ALmanaque 200 de Novembro
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Uma reunião no salão nobre do Teatro Deodoro, no dia 1º de novembro de 1919, marcou a fundação da Academia Alagoana de Letras. O secretário de Estado Moreira e Silva representou o governador Fernandes Lima e teve como secretários Félix Lima Júnior (historiador) e Jayme de Altavila (historiador e poeta), que formaram a diretoria da instituição após esse encontro. Guedes de Miranda argumentou que, além de Alagoas ser um dos poucos estados em que ainda não havia um centro literário, "a força de uma nação reside mais no fulgor das suas letras que na possança dos seus exércitos". 

Após a leitura de cartas de apoio para a criação da Academia, os que estavam presentes e aqueles que a representavam foram denominados sócios-fundadores. Por unanimidade, ficou decidido que a Academia Alagoana de Letras teria 40 cadeiras. Os patronos seriam alagoanos ilustres já falecidos. 

IMORTAIS DA ÉPOCA

Estavam presentes na fundação, entre outros, os intelectuais Moreira e Silva, Arthur Accioly, Jayme de Altavila, Lima Júnior, Guedes de Miranda, Virgílio Guedes, Agripino Ether, Cipriano Jucá, Rodrigues de Mello, Barreto Cardoso, Jorge de Lima, Povina Cavalcante, Theótimo Ribeiro, Mario Wanderley, Tito de Barros, Theodoro Palmeira, Luiz Accioly, Ranulpho Goulart, Fernando de Mendonça, H. B. de Araujo Soares e Carlos Garrido.

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