Vídeos do Bicentenário

Casamento é negócio? Esse é o nome do primeiro filme alagoano, rodado em 1933 por Guilherme Rogato. É possível ver como era Maceió na década de 30, pois as locações durante as filmagens foram a praça Deodoro, Sítio Leopoldis, praça D. Pedro II, Lagoa Manguaba. A história é sobre uma moça disputada por um rapaz rico e outro simples. O rapaz simples sonha em enriquecer através da descoberta de petróleo. A película foi exibida no Capitólio, em Maceió. São 41 minutos de filme mudo e em P&B. 

"Quando Guilherme Rogato gravou na película o texto de abertura do primeiro filme alagoano a que se tem acesso (Casamento É Negócio?, de 1933), o que ele imprimiu foi uma contradição, lançada inevitavelmente ao futuro, entre a insegurança de variados aportes e o desejo de este cinema oscilante inserir-se, contra si mesmo e a partir dali, na cinematografia nacional. No pedido de desculpas pelos deslizes dos intérpretes amadores, que, “apesar de se sentirem pela primeira vez dentro de uma câmara, não desmereceram os seus papéis”, e onde alguns veem carma, talvez esteja o início mais emocionante e humano do cinema alagoano, a sua entrega à consciência do público e de si mesmo enquanto representação. (...)

Durante a década de 30, Casamento É Negócio? permaneceu como um filme mudo perdido na cesta do cinema falado, sem obter, portanto, grande notoriedade, mas, ainda assim, foi o único sobrevivente do período em tela a ser catalogado no belo livro de Paulo Emílio Sales Gomes, Cinema: trajetória no subdesenvolvimento, publicado nos anos 70."

Lis Paim (Filmologia)